Filme: Uma Aventura LEGO 2 [Review]

Filme: Uma Aventura LEGO 2 [Review]

Quando um filme ao qual ninguém esperava nada faz sucesso, expectativas são criadas para que sua sequência seja tão boa quanto. Uma Aventura LEGO 2 não é tão impactante quanto o primeiro, mas se esforça no desenvolvimento de seu universo.

Após enfrentar o perigoso Sr. Negócios e se tornar um mestre construtor, Emmet e seus amigos precisam lidar com uma perigosa invasão de outro mundo, com brinquedos implacáveis e poderosos que devastam todas as terras LEGO. Todos se adaptam e endurecem vivendo neste mundo devastado, menos Emmet, que ainda tenta ver o mundo como algo incrível, mas quando seus amigos são sequestrados para um lugar desconhecido, ele vai precisar entrar em ação.

O diretor Mike Mitchell seguiu a premissa do final apresentado no filme anterior, onde a irmã do menino que brincava com o Lego tinha que lidar com sua irmã menor trazendo novos brinquedos e mudando toda a brincadeira. Esta dinâmica familiar é o plano de fundo da aventura protagonizada pelos brinquedos, seguindo a proposta de que assistimos a visão das crianças sobre a brincadeira. Eu gosto de como conseguiram construir um filme baseado em brinquedos sem imitar a premissa de Toy Story, o que me deixa curioso para ver que rumo terá o filme já anunciado do Playmobil (que ao meu ver deveria ter um crossover contra Lego).

Os efeitos especiais continuam incríveis, simulando stop-motion e enchendo a tela de pecinhas se movimentando pra todo lado. A trilha sonora se tornou um elemento mais profundo dentro da história, fazendo inclusive um dos personagem perguntar se estão em um musical. Algumas são divertidas mas outras são intencionalmente irritantes, o que pode causar incômodo a algumas pessoas. O humor está bem mais pontual que em seu antecessor, com menos referências e um maior foco no entrosamento entre os personagens. Ainda que a versão original tenha dublagem de ótimos atores como Chris Pratt, Elisabeth Banks e Will Amett, recomendo a versão dublada que sempre tem uma ótima localização feita pelos dubladores brasileiros. Ainda que muitos elementos sejam direcionados aos adultos, o ritmo e a linguagem deste filme foca muito mais no público infantil, o que não é ruim, mas vai na contramão do equilíbrio alcançado no primeiro filme.

Mesmo que inferior ao seu antecessor e até mesmo ao LEGO Batman, a nova aventura dos bloquinhos de montar consegue ser divertida, e vai agradar em cheio os pequenos com suas cores e ação frenética. Torço para que a franquia continue e tenha mais spin-offs, mas que eles tentem voltar com o equilíbrio entre as alegorias para os adultos e brincadeiras para os baixinhos.

 

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