Filme: Transformers – O Último Cavaleiro [Review]

Filme: Transformers – O Último Cavaleiro [Review]

Hoje vamos falar de uma franquia que já se tornou um expoente do cinema pipocão, e por ter sido derivada de um brinquedo tenha um roteiro que parece inspirado em uma criança brincando de bonecos. Transformers – O Último Cavaleiro segue as aventuras dos robôs da Hasbro em um mundo onde as explosões e a destruição são maiores que a trama e a narrativa.

Uma força tarefa é criada na Terra para seguir no combate contra os alienígenas mecânicos, ainda mais que a cada dia mais e mais deles têm caído em nosso planeta. Cade Yeager (Mark Wahlberg) se junta a Bumblebee e outros autobots para ajudar os alienígenas que precisam de apoio, e ao entrar em contato com um autobot membro de uma antiga ordem, recebe um brasão que o identifica como o escolhido. Ao mesmo tempo, o poderoso Optimus Prime chega até seu antigo planeta natal para encontrar seus criadores, e acaba se deparando com uma força hostil que ameaça toda a vida na Terra. No elenco temos Anthony Hopkins, Laura Haddock, Isabela Moner e Josh Duhamel.

Independente da qualidade dos filmes, nas mãos de Michael Bay os transformers tendem a grandeza – tanto nas cenas de ação quanto no lucro em bilheteria cada vez maior. O roteiro infelizmente não segue este crescimento, pois ao contrário do primeiro filme que mesmo com os robôs trabalhava Sam Witwicky como um elo de identificação com o público, neste os humanos são vazios e totalmente irrelevantes. Toda franquia que cresce demais em algum momento passa a fazer auto-referência e aqui eles tentam resgatar coisas lá do filme de 2007, porém tudo isso se perde no meio da bagunça e quebra de ritmo constante.

O primeiro ato até apresenta algumas coisas interessantes, mostrando uma batalha na idade média com interferência dos aliens, desencadeando mais pra frente uma pegada Código Da Vinci com referências históricas e coisas do gênero. O problema é que todos estes aprofundamentos e tentativas de criar uma mitologia dentro da franquia não encaixam entre as explosões e piadocas, fica tudo muito deslocado e sem fazer sentido com a construção simples que havia sido mostrada nas películas anteriores. Ok, você não vai assistir transformers esperando um roteiro digno de Oscar, mas pelo menos as cenas de ação devem fazer sentido para que você possa se divertir e não serem algo confuso, massante e interminável (principalmente no terceiro ato). Fica difícil acompanhar tudo com personagens que somem e aparecem do nada e um nível tão absurdo de destruição que você nem se importa mais com o impacto dela.

Mesmo com o esforço de criar um cenário político e que reflete as consequências geradas pelos filmes passados, nada fica convincente e crível. Outra coisa nada convincente é o Mark Wahlberg como protagonista, com um personagem que perde feio em carisma para o de Shia Labeouf e que desta vez forma um casal extremamente sem química com uma sósia da Megan Fox. Existem alguns personagens com potencial carismático mas que o filme não desenvolve muito bem, como a menina cheia de personalidade de Isabela Moner e seu mascote “Wall-E”, ou o mordomo mecânico semi-C3PO que se esforça em preencher o papel de alívio cômico. Pode parecer estranho ter o renomado Anthony Hopkins num filme destes, mas quando você o vê em tela, entende que ele está ali pela zoeira mesmo, e fica impressionado que mesmo assim ele rouba a cena quando aparece.

Apesar de tudo, transformers tem seu público e é honesto ao entregar o que promete: Optimus fazendo discurso estilo Pedro Bial, alguma mulher gostosa, robôs maneiros, cenas de ação com cores saturadas e todas estas coisas que Michael Bay faz de melhor. Talvez se eu tivesse uns 12 anos teria gostado mais do filme, mas como eu tô velho só me perdi naquela confusão de barulhos e explosões.

Deixe um comentário

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.