Filme: Sobrenatural – A Última Chave [Review]

Filme: Sobrenatural – A Última Chave [Review]

A maioria das franquias de terror se sustenta repetindo uma fórmula a exaustão, e aqui não é diferente. Sobrenatural – A Última Chave é o quarto filme da franquia, que apresenta uma história passada antes de todos os outros, mostrando mais um pouco sobre a personagem Elise Rainier e seu passado.

Nunca fui muito fã dos filmes de terror em que a criatura é toda poderosa e as pessoas são vítimas estúpidas, morrendo uma a uma como moscas nas mãos dela, mas Sobrenatural foge disso. Acompanhamos a sensitiva Elise Rainier (Lin Shaye) que usa seus poderes para ajudar pessoas que enfrentam perigos sobrenaturais. A trama começa quando ela recebe um pedido de socorro vindo de um homem que está morando na casa onde ela passou a infância, colocando-a de encontro não só com seu passado, mas com uma criatura que ela mesma libertou. No elenco Leigh Whannell, Angus Sampson, Spencer Locke, Caitlin Gerard e Kirk Acevedo.

Encontramos aqui “jumpscares” previsíveis, soluções convenientes para o andamento da trama e toda sorte de clichês que você possa imaginar, mas ainda assim acho que o diretor Adam Robitel fez bem o dever de casa. O ritmo é bom, conseguindo conduzir as revelações da trama através de flashbacks pontuais muito bem encaixados. O maior problema na minha opinião foi o mal aproveitamento do roteiro, pois o filme apresenta um gancho que daria uma solução muito mais inteligente e original que a apresentada no fim, algo que fugiria até do sobrenatural, porém também fugiria da proposta da franquia.

O elenco faz bem seu papel, com destaque para Shaye, interpretando uma protagonista feminina forte que foge do padrão estético ou de idade comumente usados. Não gostei muito dos dois personagens alívio cômico que acompanham ela, não por serem alívios cômicos (acho que o filme até sabe a hora de usá-los) mas sim a performance dos atores que perdem a mão muitas vezes, fazendo o que deveria ser engraçado se tornar apenas bobo e vexatório. Mostrar a criatura foi um erro na minha opinião, pois enquanto estava na penumbra ela causava maior terror, passando depois a ser apenas um monstro feio quando revelado.

Os produtores falaram que não descartam a hipótese de um crossover com a franquia A Entidade – Afinal, parece que além de universo expandido tá na moda fazer crossover também. O filme tem suas falhas, mas convenhamos que este gênero é famoso por ter um lado tosco que agrega um charme a obra. Sobrenatural – A Última Chave é uma diversão despretensiosa para ver com os amigos e se divertir um pouco, nada além disso.

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