Filme: Sicário – Dia do Soldado [Review]

Filme: Sicário – Dia do Soldado [Review]

Guerrilhas urbanas e ações governamentais sempre rendem obras interessantes, e aqui temos a sequencia de uma obra que teve grande sucesso ao fazer isso. Sicário – Dia do Soldado aborda terrorismo, invasão de fronteiras, combate aos traficantes e todo o jogo de interesses – mas não consegue ser tão grande quanto seu antecessor.

Quando terroristas começam um ataque com aparente ajuda dos cartéis de drogas mexicanos, Mat Graver (Josh Brolin) e Alejandro (Benicio Del Toro) ficam a frente de uma operação para iniciar uma guerra entre os narcotraficantes. Quando sequestram Isabela (Isabela Moner) a filha de um dos líderes dos cartéis, os dois militares acabam em posições opostas devido a dilemas morais. No elenco Catherine Keener, Jeffrey Donovan, Matthew Modine e Manuel Garcia-Rulfo.

Sequência do aclamado Sícario – Terra de Ninguém do renomado diretor Denis Villeneuve, este filme evoca um pouco dos temas trabalhados no anterior, mas desta vez sem o mesmo brilho da direção de Villeneuve. Stefano Sollima tem uma direção interessante principalmente no começo com as cenas tensas dos ataques terroristas, mas este baque inicial alivia, sustentando apenas em uma tensão persistente. No roteiro de Taylor Sheridan não existe necessariamente um herói, mas mesmo a dualidade presente nos personagens que não veem problema em sujar as mãos pela missão acaba sendo abalada pelo sequestro de Isabela de algum modo. Segue em paralelo a história de um menino que está sendo iniciado como coiote, atravessador de pessoas pela fronteira entre os EUA e o México, mas este núcleo é um tanto tedioso até se mostrar relevante de fato a trama principal.

Sempre é bom lembrar que Brolin já era um ator phoda mesmo antes de aparecer em filmes mais pops como Vingadores – Guerra Infinita e Deadpool 2. Ele personifica bem o clichê do militar arrogante que vai fundo para fazer seu trabalho. Del Toro (que também está presente no Marvel Studios) está mandando muito bem como de costume, mas o destaque vai para a jovem Isabela Moner, que já havia aparecido no último Transformers e que dará vida a Dora Aventureira no cinema. Sua personagem mostra ter fibra desde a primeira cena, mas ainda assim tem momentos de fragilidade quando diante de situações tensas. Muitas das cenas dramáticas ganham bastante valor com sua presença e carisma, tanto que o diretor abusa dos closes longos para valorizar suas expressões.

Menos questionador e mais supérfluo nos temas que toca em comparação com o primeiro filme, Sícario – Dia do Soldado tem boas cenas de ação, uma fotografia bonita e uma trama que apesar de alguns furos é interessante. A falta de equilíbrio entre os elementos propostos pesa no fim das conta, sem falar que deixaram passar uma boa chance de abordar de forma mais ousada os acontecimentos políticos atuais – mas definitivamente a falta de um Villeneuve a frente do projeto também fez toda diferença.

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