Filme: Shazam! [Review]

Filme: Shazam! [Review]

Os filmes baseados em heróis da DC Comics parecem estar saindo de uma fase ruim no cinema. Após o sucesso feito pelo “Água Homem”, Shazam! é o personagem da vez, trazendo um filme com humor pontual e que tem como tema central a família.

O jovem Billy Batson (Asher Angel) é um órfão que não consegue se estabilizar em lugar algum, pois está em busca da sua mãe verdadeira. Contactado por um misterioso mago (Djimon Hounsou), ele é selecionado para receber poderes místicos e se tornam o poderoso Shazam! (Zachary Levy) Apesar das vantagens de estar em forma adulta e cheio de poderes, o jovem Batson vai aprender que está imensa quantidade de poderes pode atrair muitos problemas para ele e para aqueles que o cercam. No elenco Mark Strong, Grace Fulton, Jack Dylan Grazer, Ian Chen e Faithe Herman.

Quando um subgênero como o de Super-Heróis começa a saturar, é comum que as produtoras passem a explorar coisas diferentes e fugirem do padrão. O diretor David Sandberg optou por uma trama menos épica para poder focar no tema da família, seja com Billy em busca de sua mãe e a relação com o lar adotivo, ou o próprio vilão com seus problemas com o pai e irmão. Isto permitiu também uma melhor abordagem nos personagens, permitindo trabalhar a interação entre eles. Os dramas familiares também adicionam uma camada profunda, proporcionando até alguns momentos pesados na história. Apesar disso, temos um humor bem pontual, com piadas engraçadas e muita metalinguagem ao próprio universo DC.

O elenco é muito bom, incluindo as crianças. Devido ao carisma de Asher Angel, você fica cativado por Billy logo de cara, evitando que esse seja um daqueles filmes onde você só espera o momento em que o personagem vai ganhar os poderes para ficar interessante. A atuação de Zachary representando um garoto no corpo de um adulto é boa, e dentro do contexto de fantasia você até releva o visual “inflado” do uniforme. A escolha de Mark Strong para o vilão Doutor Silvana foi assertiva, afinal o ator sempre manda bem quando precisa encarnar um vilão canastrão. Em termos de efeitos especiais o filme peca um pouco, principalmente nas cenas de voo onde os personagens parecem uns bonecões de videogame. O ritmo dos combates pode frustrar quem espera algo grandioso, mas tendo em vista a abordagem do filme, não chega a incomodar tanto assim.

Acaba sendo inevitável a comparação com os filmes da Marvel Studios e, apesar dele evocar muitos elementos que remetem a Homem-Aranha – De Volta ao Lar por exemplo, eu não senti que tentaram copiar a “fórmula Marvel”. Acredito que o espírito oitentista do filme, principalmente as referências a Quero Ser Grande, acabam colocando uma identidade particular a Shazam! Mesmo sendo um filme que está assumidamente dentro do DC Universe estabelecido e visto em Liga da Justiça e Mulher Maravilha, não espero que façam tão cedo um filme que junte esses personagens novamente, mas seria legal ver ele interagindo com essa galera.

Em tempos onde todo filme da DC é recebido com desconfiança em relação a qualidade, Shazam! não desaponta e cumpre bem seu papel, sem medo de evocar o espírito e a diversão de uma revista em quadrinhos com homens de collant poderosos. Se você é fã de quadrinhos, com certeza vai se divertir, lembrando que o filme tem duas cenas pós-créditos.

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