Filme: Pokémon – Detetive Pikachu [Review]

Filme: Pokémon – Detetive Pikachu [Review]

A mania dos Pokémon explodiu nos anos 90 e, um filme live-action baseado na franquia, até demorou para chegar. Pokémon – Detetive Pikachu toma como base um jogo específico da franquia, adaptando de forma decente o universo dos monstros de bolso em um filme divertido estilo “Sessão da Tarde”.

Após ser informado sobre a morte de seu pai em um acidente de carro, o jovem Tim Goodman (Justice Smith) vai até Ryme City, uma cidade onde os pokémon e humanos vivem harmonicamente, e onde seu pai trabalhava como detetive. Chegando lá ele encontra um Pikachu sem memória (Ryan Reynolds) que, ao contrário dos pokémon normais, ele consegue compreender o que fala. Juntos eles começam a procurar pistas sobre o que houve com o pai de Tim, recolhendo pistas que os fazem acreditar que ele não está morto, e que algo muito maior está por trás de tudo isso. No elenco Ken Watanabe, Kathryn Newton, Bill Nighy e Phillipe Maia.

Franquias com muitas “japonesices” costumam sofrer muitas para se adaptar ao mercado ocidental, porém Pokémon sempre teve uma boa aceitação, e o diretor Rob Letterman conseguiu equilibrar todos os principais conceitos deste mundo fantasioso com algo crível para um live-action. Apesar das texturas e renderização tridimensional, as criaturas estão muito fiéis ao jeito que são mostradas nos games e animações, o que acaba não gerando a mesma estranheza causada por um certo ouriço azul recentemente. Algumas regras desse mundo são flexíveis como em um desenho animado, o que combina com a atmosfera infantil do filme, mas não pense que ele é bobo por causa disso. Ele trabalha alguns arcos dramáticos e possui algumas cenas de humor muito divertidas.

O primeiro ato é um pouco massante, pois prefere focar no desenvolvimento do personagem e da trama em detrimento da ação. Talvez a tentativa de evocar os filmes clássicos de detetive em um cenário mais leve possa ter causado este efeito, mas infelizmente isso acabou prejudicando um pouco o ritmo das coisas, o que pode até deixar algumas crianças entediadas. No decorrer da história são apresentados alguns momentos de ação e aventura grandiosos, mas com potencial desperdiçado. Coisas que poderiam render sequências dignas de Steven Spielberg acabam se tornando cenas sem inventividade, saltos e correria sem sentido – aliás, isso se aplica a muitas soluções do roteiro. A personalidade dos personagens segue a linha dia vistos em animes, e o elenco consegue passar muito bem essa ideia através da interpretação. Todos são carismáticos, mas o destaque fica por conta de Ryan Reynolds e seu Pikachu irônico, fofo e viciado em café.

Tendo em vista que adaptações de games e animes costumam ser terríveis, um filme baseado em uma franquia que tem ambas as coisas como base e consegue se sair bem é algo a ser celebrado. Mesmo com alguns problemas na narrativa e uma ação muitas vezes genérica, Pokémon – Detetive Pikachu não esconde que tem o objetivo claro de apresentar a franquia para uma nova geração, e pegar pesado na nostalgia de quem cresceu acompanhando Ash e seus amigos ou os jogos da Nintendo.

 

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