Filme: Maze Runner – A Cura Mortal [Review]

Filme: Maze Runner – A Cura Mortal [Review]

Um filão literário que virou febre nos cinemas foi o dos livros adolescentes, e entre bruxos e vampiros surgiram as distopias, trabalhando outras camadas na cabeça dos jovens. Maze Runner – A Cura Mortal tenta surfar no finzinho desta onda, encerrando a saga com mais ação e menos inventividade.

O filme começa com uma cena de ação bem empolgante, mostrando Thomas (Dylan O’Brien) e seus amigos tentando resgatar um aliado das mãos da CRUEL. A organização nefasta quer o sangue dos heróis (literalmente) para livrar a humanidade do Fulgor, e os heróis terão que invadir sua fortaleza para resgatar seu amigo e acabar com um perigo que pode deixar as coisas ainda mais catastróficas. No elenco Kaya Scodelario, Ki Hong Lee, Thomas Brodie-Sangster, Giancarlo Esposito, Aidan Gillen e Patricia Clarkson.

Quando sagas literárias vão para o cinema, é comum que o último filme seja dividido em duas partes, mas o diretor Wes Ball optou por fazer apenas um, uma sábia decisão pois mesmo sendo um filme só a trama já da uma arrastada em alguns momentos dentro das extensas duas horas e vinte-um minutos de duração. Mesmo sendo um total de cinco os livros escritos por James Dashner, o cinema adaptou os três principais pois dois são apenas prequel. O foco aqui é entregar algumas respostas, encher a tela de cenas de ação, zumbis e soldados de elite em locais de alta tecnologia – O que não deixa de ser legal, mas só me fez lembrar de Resident Evil, tanto que se aparecesse a Milla Jovovich dando pirueta e o símbolo da Umbrella eu não iria estranhar. Fiquei bem incomodado com algumas soluções e conveniências tiradas do nada, coisa comum em muitos filmes mas aqui usadas a exaustão, fazendo muitas vezes os personagens perderem a credibilidade pois seus problemas sempre se resolvem com um deus ex machina.

O primeiro filme de Maze Runner apresentou uma distopia de uma forma interessante e diferente, com todo o lance do labirinto e afins, mas no segundo e neste terceiro se rendeu a virar um filme de ação genérico parecido com tantos outros. Dylan O’Brien manda bem nas cenas de ação, mas a atuação dele me incomoda bastante, sem emoção, sempre com a mesma cara o filme todo, sem falar que seu personagem tem zero carisma, e parece um perdido desde o início da saga até a conclusão da mesma. Lembrando que o filme teve a estréia adiada em praticamente um ano, pois em 2016 o ator sofreu um acidente grave em uma cena de carros, sendo atropelado e fraturando vários ossos. No geral o elenco até está bom, com destaque pra personagem camaleão de Kaya Scodelario, e a canastríce de Aidan Gillen (o Mindinho de Game of Thrones) com um vilão que é mal feito o pica-pau, mesmo quando o propósito da organização inicialmente era bom.

Acredito que este filme perdeu o hype de quando estas franquias literárias ainda faziam sucesso, logo acredito que fora a base de fãs só haverá um público de ocasião – triste fim para uma franquia que começou bem mas não fez tanto barulho. Como encerramento de trilogia ele é bom, apesar que tendo como base o primeiro filme se esperava algo mais elaborado, no entanto as boas cenas de ação ainda valem o ingresso (mas veja antes os anteriores ou vai se perder bastante).

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