Filme: John Wick 3 – Parabellum [Review]

Filme: John Wick 3 – Parabellum [Review]

Chegamos ao terceiro ato de um dos expoentes atuais do gênero de ação no cinema. John Wick 3 – Parabellum maximiza os elementos apresentados nos antecessores, expandindo o submundo dos assassinos com uma dose cavalar de ação e tiroteio a torto e direito.

Após cometer um assassinato dentro do hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) tem sua cabeça posta a prêmio por 14 milhões de dólares em contrato aberto, colocando-o como alvo de todos os assassinos. Enquanto ele busca uma forma de sobreviver a isso, uma juíza é enviada pela Alta Cúpula, organização mais alta dos assassinos, para punir todos aqueles que ajudarem John. No elenco Ian McShane, Halle Berry, Laurence Fishburne, Anjelica Huston e Asia Kate Dillon.

Enquanto o primeiro filme tinha a ação mais pé no chão, o segundo seguiu uma linha mais exagerada nas coreografias, dando uma abordagem maior ao universo dos matadores e suas regras. Em Parabellum o diretor Chad Stahelski eleva estes fatores ainda mais, colocando os personagens com habilidades quase sobre humanas, cenas que exigem uma boa suspensão de descrença do espectador mas que são impressionantes. O submundo dos assassinos é mais aprofundado e expandido aqui, mostrando outros figurões e novas regras, mas muita coisa é jogada ao mesmo tempo, o acaba gerando uma barriga no meio do filme quando você vê John Wick andando no meio do deserto a deriva (cena que aparece no trailer, inclusive).

Fica evidente que colocaram uma lente de aumento no “massaveísmo” apresentado nos antecessores, que por sinal foi o que fez com que eles chamassem tanto a atenção, porém faltou acredito que em alguns momentos ficou demais. Curioso também como os civis no mundo de Wick não se assustam ou se desesperam quando acontece um tiroteio ou briga de faca perto deles, alguns só olham com cara de “poxa! que coisa, né?”. Se você comprar a ideia de imediato e aceitar que naquele universo as coisas funcionam assim, vai aproveitar numa boa, mas um equilíbrio na dosagem destas coisas deixaria tudo mais harmônico.

Não pouparam criatividade nas cenas de ação, fazendo Wick usar todo tipo de arma (de livro a um cavalo) porém todo esse excesso deu margem para algumas coreografias ruins, nada naturais, com dublês fazendo movimentos visivelmente marcados. Por mais espetacular que seja, a ação é inferior a expectativa construída na cena final do segundo filme onde parece que todos na rua são assassinos e irão atrás do protagonista. Aqui acaba sendo algo mais pontual, não uma caçada desenfreada com matadores por todos os lados. Destaque para o elenco diversificado e com personagens interessantes, infelizmente, pouco explorados (como no caso de Halle Berry que usa dois cachorros como auxílio no combate). Colocam um grande destaque sobre o hotel Continental, algo já esperado devido a vindoura série spin-off que vai ter o local como foco.

Mesmo com seus excessos, ainda é o “Baba Yaga” fazendo o que faz de melhor, e re-ver todo este universo fantástico de assassinos já vale o filme. Fica óbvio que John Wick 3 – Parabellum visa preparar os fãs para expansões da franquia, o que eu particularmente não reclamo pois quanto mais John Wick, melhor!

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