Filme: Escape Room [Review]

Filme: Escape Room [Review]

Filmes que fazem sucesso costumam render filhotes que derivados e, no gênero do terror, isso costuma ser frequente. Escape Room trabalha dentro do conceito das salas de fuga vários clichês e elementos de franquias modernas, tentando equilibrar numa fórmula para agradar os fãs do gênero e ocasionais espectadores.

Após receberem um convite misterioso e procurando algo para se desafiar, a jovem e tímida estudante Zoey (Taylor Russell McKenzie) se reúne em um prédio com mais cinco pessoas para participar de uma escape room que vai render ao vencedor um grande prêmio em dinheiro. O que ela e o grupo não sabem é que as regras desse jogo são diferentes, e as consequências de suas escolhas dentro das armadilhas podem custar suas vidas. No elenco Logan Miller, Deborah Ann Woll, Jay Ellis, Tyler Labine e Nik Dodani.

O primeiro ato tem coisas bem interessantes trabalhadas pelo diretor Adam Robitel, como a apresentação dos personagens de maneira escalonada e gradual. Primeiramente ele introduz três, e depois usa outro no prédio para interagir com os demais até estabelecer a base para a trama começar. Porém, a apresentação torna tudo muito previsível e, em poucos minutos, você já consegue definir exatamente o que vai acontecer com cada um deles. As armadilhas apresentadas são simplistas mas interessantes, e o filme não apela pro “gore” nas mortes. O filme não deve ter tido o maior dos orçamentos, o que se reflete num elenco oriundo de seriados e em efeitos especiais sofríveis em alguns momentos. O principal problema ocorre no terceiro ato onde tudo começa a ficar muito forçado, incluindo o comportamento dos personagens. A trama começa a tentar explicar o que está por trás de tudo, de uma forma didática até demais, e toma um ritmo maluco sem pé nem cabeça que não tem base com tudo que foi apresentado até então.

Os personagens são aprofundados através da interação entre si e de flashbacks que apontam coisas de seu passado (uma pegada meio Lost). Todos seguem algum tipo de estereótipo, então a atuação segue uma linha meio automática, porém meu destaque fica para Taylor Russell McKenzie (que também pode ser vista no novo Perdidos no Espaço). Através de trejeitos e sutilezas ela traz carisma para a personagens, uma pena que o roteiro não trabalha bem a progressão da mesma, fazendo com que ela evolua pontos de sua personalidade do nada, principalmente no terceiro ato – Na verdade, a maioria dos personagens passa por essa transformação repentina. Se em um momento importante você coloca um personagem manuseando uma arma com destreza, mas não mencionou que ele poderia fazer isso em nenhum momento do longa, fica a sensação de que ele é um prodígio ou fez download de conhecimento da “Matrix”.

Com pretensão de virar franquia (o final escancara isso de uma forma descarada) Escape Room fala direto com os fãs dessa fórmula, mas não sei se fará sucesso com o resto do público. Ele tem cara de filme pra ver no streaming da vida ou num “Supercine”. Um filme com ideias repetidas, mas que se visto em galera até pode render uma diversão.

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