Filme: De Repente uma Família [Review]

Filme: De Repente uma Família [Review]

Algumas histórias não precisam ser épicas para serem inspiradoras, basta uma narrativa interessante e um formato bem trabalhado. De Repente uma Família se baseia numa história real pra mostrar os prazeres e desafios da adoção de crianças.

Com uma vida estabelecida e uma nova casa, o casal Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) sentiram-se inclinados a adotar uma criança para completarem sua família. Eles acabam conhecendo a jovem Lizzie (Isabela Moner), que vem junto de seus dois irmãos, crianças com personalidades particulares. Em meio a provocações e muita bagunça, todos vão criando laços com o casal. No elenco Octavia Spencer, Tig Notaro e Julie Hagerty.

O termo “baseado em fatos reais” muitas vezes faz a pessoa pensar em dramas ou biografias, mas histórias verídicas podem render tramas divertidas e tocantes. O diretor Sean Anders, que já tem prática em trabalhar filmes com família como Pai em dose dupla e Família do Bagulho, trata o tema da adoção através de muitos aspectos e diálogos expositivos, porém sempre de um modo leve que conduz o sentimento do espectador. Os personagens seguem estereótipos que servem bem a proposta, tanto os adultos quanto as crianças, e a maneira como o roteiro usa eles torna as situações interessantes. Inegavelmente a obra tem uma questão panfletária de apoio a adoção, deixando claro que não é as mil maravilhas mas que quando se cria uma família, certos obstáculos valem a pena ser superados.

Mark Wahlberg não é o melhor ator do mundo, porém gosto dele nessa pegada mais cômica. A química dele com Rose Byrne funciona bem, ainda que o timing de comédia dela seja um pouco mais fraco. A história mostra que mesmo com pontos destoantes entre si, o casal consegue harmonia para lidar e se apoiar nas situações de problema. Quanto às crianças temos a jovem Isabela Moner, que já trabalhou com Wahlberg em Transformers – O Último Capítulo, aqui representando uma “aborrecente” padrão, querendo ser tratada como adulta mas por dentro cheia de imaturidade, e os pequenos explodem em carisma na tela com uma atuação competente para a idade. Os três irmãos tem uma trama particular que se desenvolve mais no terceiro ato, gerando o principal clímax do filme.

Além de entretenimento o cinema pode trabalhar causas pertinentes de um modo palatável e cativante, permitindo que o público escolha qual o ponto de vista que terá sobre a película. De Repente uma Família é um filme divertido e covarde, pois foi estrategicamente preparado para atingir seu coração. Certamente fará muitas pessoas saírem do cinema considerando a adoção como uma possibilidade, só por isso já vale muito!

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