Filme: Círculo de Fogo [review]

Filme: Círculo de Fogo [review]

capaLembro até hoje da primeira vez que li sobre Círculo de Fogo (Pacific Rim) na internet, e desde aquele momento eu sabia que o filme tinha muito potencial. Sou um grande fã de tudo que foi usado como referencia para este filme, e isso me fez ficar ainda mais criterioso na avaliação. O diretor Guillermo del Toro tinha como meta homenagear os grandes clássicos da cultura nipônica – e foi muito bem sucedido.

Em um futuro próximo, a humanidade começou a ser atacada por criaturas colossais denominadas Kaijus (nome dado aos monstro gigantes japoneses), que surgem através de uma fenda no oceano Pacífico conhecida como “Círculo de Fogo”, e para se defender criaram máquinas de combate chamadas Jaegers (caçador em alemão). Após um tempo de vitórias, os monstros viraram o jogo e os Jaegers se tornaram ineficazes, fazendo as autoridades mundiais retirarem seu apoio e construírem uma patética muralha de contensão contra os monstros (enquanto os ricos ficariam protegidos em fortalezas sofisticadas). Sem apoio dos governantes, a força contra os kaijus se torna uma resistência, e decide unir suas últimas esperanças e seus Jagers restantes em um ataque direto, que para dar certo contarão com um ex-piloto (Charlie Hunnam) e uma novata prodígio (Rinko Kikuchi) para controlarem um lendário e veterano Jaeger.

Acredito que por não ser americano, del Toro fugiu daquele ar patriótico que comumente é visto em filmes do gênero, e apostou em uma pegada que remete mais a filmes passados na segunda guerra mundial. Apesar de o foco ser os combates entre robôs e criaturas titânicas, o filme também possui uma sub-trama militar que corre em paralelo, com investigações de guerra e coisas do gênero. Aspectos como o impacto do surgimento das criaturas na sociedade são explorados, ajudando a compor o universo de alta-tecnologia e de uma humanidade lutando contra sua extinção. A origem das criaturas é explicada de uma maneira superficial, mas nada que estrague a história, apenas o suficiente para ser relevante na trama. A trilha sonora é excelente (que conta com nomes como o do guitarrista Tom Monello, do Rage Agaist the Machine), mas a música, ao invés de compor uma atmosfera épica, muitas vezes soa tímida em meio à grandiosidade de algumas cenas.

Os combates em sua maioria ocorrem à noite, porém como os movimentos das criaturas e máquinas são pesados e ambos possuem pontos luminosos em seus corpos, não chega a ser confuso como em Transformers, ficando mais próximos aos combates dos clássicos Ultraman, Spectreman, Robô Gigante e Evangelion. Alias, o design dos mechas e criaturas são primorosos, como costuma ser nos filmes de del Toro. O filme usa como elemento de trama a necessidade de dois pilotos serem indispensáveis para pilotar um Jaeger, devido à sobrecarga no cérebro. Eles são ligados através de uma ponte neural que exige uma afinidade entre os mesmos, que compartilham pensamentos e memórias. Os personagens são carismáticos e com a profundidade na medida que um filme como este pede, cumprindo bem seus papéis na trama (destaque para o personagem de Ron Perlman). Por mais estereotipados que alguns sejam, consegue-se notar as motivações, conflitos e personalidade de cada um. O filme tem tantas referencias e peculiaridades que parece uma versão concentrada de um seriado, e talvez até poderia ter sido melhor diluído neste formato.

Círculo de Fogo é divertido e um prato cheio para quem gosta de tokusatsus e todos os elementos desta importante face da cultura pop oriental. É incrível como uma obra não japonesa conseguiu respeitar tanto este tema tão clássico (tornando dispensável a ideia de um filme americano de Neon Genesis Evangelion). A Warner disponibilizou este site AQUI onde você pode construir seu próprio Jaeger, escolher peças, cores e nacionalidade para montar pôsteres exclusivos. Como exemplo eu criei este Jaeger do Dinamo.

DinamoJaegerPosterb

Precisa de mais razões para ver este filme? Pacific Rim tem ação, monstros gigantes, robôs colossais, canhão de plasma e soco foguete!!! Levante daí e vá assistir logo, se possível de galera para comentar as cenas grandiosas, seja em versão normal ou 3D (em algumas salas terá até versão 4D!). Vale muito a pena!

obs.: Tem cenas pós-créditos.

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