Filme: Arranha-Céu – Coragem sem Limites [Review]

Filme: Arranha-Céu – Coragem sem Limites [Review]

Parece que Dwayne Johnson está numa fase Nicholas Cage, querendo aparecer no máximo de filmes possíveis em cartaz no cinema, o cara não para! Após estar dentro de um game na floresta e junto com monstros gigantes, o vemos em Arranha-Céu – Coragem sem Limites, um blockbuster saído da década de 90 com os efeitos especiais dos dias de hoje.

Indicado para avaliar o sistema de segurança do maior arranha-céu do mundo, o ex-militar Will Ford (Dwayne Johnson) se torna principal suspeito após um ataque criminoso aparentemente ter sido facilitado por alguém. Agora ele precisa provar sua inocência e dar um jeito de entrar no prédio em chamas para resgatar sua família, descobrindo que muito mais se esconde por trás deste ataque. No elenco Neve Campbell, Chin Han, Roland Møller e Byron Mann.

O diretor Rawson Marshall Thurber  apresenta no início todos os elementos que serão explorados no decorrer da história e por mais que você os perceba fica curioso pra saber como serão usados, o que te ajuda a captar o ritmo do filme pois o terceiro ato fica um pouco perdido nesse quesito. As cenas de luta são bem coreografadas, porém poucas. O foco está nos saltos e atos temerários do protagonista, onde destaco aqui os usos inusitados e criativos que dão para sua prótese de perna e a fita adesiva. Com ajuda da trilha sonora, certas cenas te fazem realmente perder o fôlego (se valendo de algumas licenças poéticas na implementação da física) ainda assim existem alguns problemas de montagem, com cenas que tem um corte meio corrido e deixam a ação truncada. Fica óbvio também que o filme está mirando o bolso do mercado chinês, colocando muitos orientais na tela.

Como você pode perceber a trama é clichê e os personagens não fogem disso. Temos o ex-militar que quer uma vida mais pacata mas é forçado a usar as habilidades pela ocasião, algo virtualmente perfeito que acaba dando problema e aquele festival de vilões estereotipados. Alguns badguys se revelam mais adiante na história, mas a cara do ator grita TRAÍRA cada vez que ele aparece em cena, deixando as coisas previsíveis (com exceção do idealizador do prédio que é interpretado por Chin Han, pois pra mim mesmo sendo um cara legal ele SEMPRE vai ser o traíra de Batman – O Cavaleiro das Trevas). Temos também a família no lugar errado e na hora errada, a capanga oriental, estilosa e fatal, enfim, tudo que um bom filme de ação noventista deve ter.

Antes dos super-heróis virarem febre no cinema, seu espaço era ocupado pelos heróis de ação, brucutus que realizavam feitos impossíveis e não olhavam pra trás quando algo explodia. Este perfil que antes liderava blockbusters tem caído no ostracismo, mas acredito que nosso querido “The Rock” ainda levanta a bandeira da causa (inclusive em fazer filmes de comédia com sujeito maromba em situações constrangedoras). Este filme segue bem os moldes de coisas já vistas com Schwarzenegger, até mesmo com cenas em que ele faz feitos sobre-humanos através da força muscular.

Com uma trama simples que serve apenas de desculpa para cenas de tensão e perigo, Arranha-Céu diverte como um bom pipocão escapista, mas não é AQUELE blockbuster que a divulgação tá vendendo. Como já disse várias vezes, o cinema não precisa só de obras cabeças e que mudem suas vidas, às vezes um brucutu saltando de um guindaste para um prédio valem a pipoca e mantém a sétima arte popular para o público civil.

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