Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios

Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios

“Percy Jackson é filho de um deus. Ele está para ser expulso do colégio… de novo. Mas, aos doze anos, esse é apenas mais um de seus problemas. Além do transtornor do déficit de atenção e da dislexia, parece que, ultimamente, criaturas fantásticas e deuses do Olimpo saíram dos livros de mitologia grega diretamente para a realidade. E, ao que tudo indica, estão aborrecidos com ele. O raio-mestre de Zeus foi roubado, e é Percy quem deve resgatá-lo. Para restaurar a paz no Olimpo, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – precisarão fazer mais que capturar o verdadeiro ladrão: Percy terá de encarar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.”

Independentemente de não estar mais sobre o frisson do lançamento do filme que aconteceu esse ano (e que não vi), acredito que uma dica literária sempre é bem-vinda. Pra começar, não gosto de comentários do tipo “o novo Harry Potter” ou “ah, essa série de vampiros será o novo Crepúsculo”. Devíamos aprender a separar as coisas, por mais que comparações sejam inevitáveis.

É óbvio que Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios, livro escrito por Rick Riordan e publicado pela editora Intrínseca, lembra o mago de Rowling. Afinal, Percy é um adolescente que vai para um acampamento especial (Hogwarts?) para filhos de deuses e une-se a dois amigos (Rony e Hermione?) para viver algumas aventuras.

Disassociando-se do fenômeno Potter, Jackson é um bom livro, uma aventura que trata de um assunto muito interessante que é a mitologia grega. O fato de Percy Jackson ser um garoto que tem dislexia, déficit de atenção e problemas de relacionamento com o padrasto e seu pai facilita, sem sombra de dúvidas, a aceitação do personagem e a identificação do público leitor jovem com o mesmo.

O livro é realmente focado no público infanto-juvenil, com uma estrutura narrativa simples, com mais diálogos do que descrições, o que faz com que a leitura flua rapidamente. Os personagens não são aprofundados (talvez isso ocorra ao longo da série que ainda não li), são simplesmente apresentados e jogados na trama, que vai se desenvolvendo sem surpresas: a solução para os problemas é muito óbvia e desinteressante.

Sem dúvida, é um livro que acerta em cheio no público-alvo, mas para leitores mais maduros, pode ser simplório demais.

Ficha técnica

Título: Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios

Autor: Rick Riordan

Editora / Ano / Páginas: Intrínseca, 2009, 402

Nota: 3

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10 thoughts on “Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios

  • Caro Prof Nerd, como já disse anteriormente, se leu o livro, não queira ver o filme ou se decepcionará muito.

    Consegui ler a série em uma semana durante as férias, vale a pena pelas horas de diversão, e, pela mitologia adaptada aos dias atuais, algo que poucos pensariam.

    Comparações à série HP, são estilos diferentes de escrita, ambientações e mitoligias em que são baseados diferentes, é algo que deve ser evitado.

    Pra quem interessar, ouça o episódio 05 do Grifo Nosso sobre o livro em questão: http://www.grifonosso.com/2009/12/29/capitulo-0

    Abraços

  • É isso aí, Hatake, realmente a série é divertida e, pelo que me parece, despretensiosa. Pretendo ler o resto em seguida, falta arrumar tempo! 🙂 Grande abraço!

  • cara sinceramente, a idea toda do livro me chamou a atenção ,deuses gregos e tal, mas quase não concegui ler ate o final .

    Eu não achei a narrativa simples, achei tosca , pra ser simples não precisa ser vaga e cheio de acontecimentos e açoes toscas sem sentido.

    meu primo de 14 ,15 anos ,acho que é 14(que leu o livro depois de mim) chego pra mim falando

    *SPOILER* cara … ele é dislexo e tem déficit de atenção por que os olhos dele foram feitos pra ler grego e o corpo pra ter sentidos pra luta??? que coisa retardada que merda essa cara comeu antes de escrever isso D:
    e eu tava quase dormindo quando ele luto contra o ares*SPOILER*

    tipo…eu acho que na maioria o cara teve boas ideias, mas nessa coisa de screver pra adolecentes e criansça fico exageradamente simplório, harry porter é pro mesmo publico e não é assim :

    e o filme? jezz! ele é ruim e não chega a ser ruim suficiente pra ser legal de assitir,
    tiraram boa parde das ideias legais do escritor e disaprofundaram a historias e os personagems ainda mais :

  • Lembre se que Harry Potter foi mudando a forma de escrita durante os anos em que estava sendo publicado, diferentemente de PJ que segue uma mesma forma de escrita.

    Com relação a dislexia e dda, parece ser algo como um traço genético dominante.

    Sobre o filme, olhe meus comentários no post do mesmo.

    Abraço

  • e…?
    mudo só um pouco, a mesma pessoa que escreve então não tem nem como mudar muito,mesmo assim, o livro 2 foi bem legal de ler e foi escrito a um tempão (li a pouco tempo pois não tinha lido antes) ja o PJ : , simplismente não engulo o que acontece no livro muito sem noção e meio contraditorio e muitas beses simplismente sem grassa

    “Com relação a dislexia e dda, parece ser algo como um traço genético dominante.” e…dai?

    heh o filme decepsiona qual quer um ,lido o livro ou não.

  • O que eu quis dizer com a diferença do tempo de escrita é: a JK foi alterando a linguagem de acordo com a faixa etária do Harry, que por consequência deveria ser a mesma do leitor.
    Já PJ foi escrito direcionado para uma faixa etária: Literatura Infanto-Juvenil, então o vocabulário usado é mais simples, e a construção da história de forma mais simplista.

    Sobre ser um traço genético, explica o pq da dificuldade deles, mas da melhora de habilidades. e vc joga RPG entenderá, é algo como ter 2 defeitos pra ter 1 habilidade extra.

    Abraço

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