LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS – HISTÓRIAS DE UM PASSADO QUE AINDA VIRÁ – Parte 11 – Lobo em pele de Legionário

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS – HISTÓRIAS DE UM PASSADO QUE AINDA VIRÁ – Parte 11 – Lobo em pele de Legionário

LSH038ASelvagem, instintivo, violento, solitário, carismático e com poderes que lembram um feroz animal. Não, não é Wolverine, que seria criado anos depois e em outra editora… Trata-se e Lobo Cinzento, personagem que deu sua contribuição como uma espécie de “bad boy” da Legião dos Super-Heróis, mesmo tendo uma alma mais de herói do que anti-herói. Sua estreia se deu em Adventure Comics n° 327, em Dezembro de 1964, em uma história escrita por Edmond Hamilton e desenhada por John Forte.

Em um circo intergaláctico, a Legião se depara com um estouro de camelefantes (mistura de camelo com elefante. Animais alienígenas esquisitos era outra sensação das histórias futuristas). Incapazes de deter as enormes criaturas, veem um veloz acrobata tomar conta da situação e dominar as feras. Pluma (ex-Garota Relâmpago) se encanta com o jovem e o convida para integrar o grupo. Arredio, Karth Arn (o nome Lobo Cinzento seria usado no futuro), diz que sua sina é andar sempre sozinho. Também não dá explicação para tanta amargura, mas se afasta até de certa forma grosseiramente.

LSH038BMais tarde, investigando um crime em outro planeta, a Legião descobre uma série de evidências que leva até Karth Arn. Mesmo com as evidências, Pluma insiste em defender sua nova paixonite e tentar provar sua inocência. A perseguição leva Karth a derrubar a nave da Legião para que esses não fossem tragados para outra dimensão. Essa atitude nobre não condizia com as acusações que ele vinha recebendo. Mesmo assim, ele continua arredio e até mesmo declara para que a moça se afaste, pois ele não era humano.

A investigação leva os heróis até o laboratório do Doutor Marr Londo, que morreu anos atrás deixando o lugar para seu filho, Brin Londo. Brin conta que Karth era um androide criado por seu pai e que saiu do controle, o que explica os atos criminosos atribuídos a ele. Apesar da história fantástica, a verdade por trás dela era ainda mais estranha.

Brainiac 5 descobre que Brin Londo é, na verdade, o androide descontrolado e que Karth é o verdadeiro Brin Londo, filho do cientista. Quando seu pai era vivo, Brin recebeu descargas de um maquinário que lhe deus poderes como superagilidade e capacidades acrobáticas. A dedicação ao filho despertou certa inveja no androide, que causou amnésia em Brin e o fez pensar que ele era o androide.

A Legião prende o verdadeiro criminoso e, para a felicidade de Pluma, Lobo Cinzento, ou melhor, o futuro Lobo Cinzento, aceita ingressar no treinamento para fazer parte do grupo de heróis.

Apesar da equipe formada por Edmond Hamilton e John Forte consolidar vários elementos da mitologia da Legião, a equipe seguinte também deixaria sua marca. O legendário e saudoso desenhista Jim Mooney faz parceria com o não menos legendário e saudoso escritor Jerry Siegel nessa fase das aventuras da Legião, que se iniciou em Janeiro de 1965, ainda na revista Adventure Comics. O primeiro ficou famoso por seu trabalho nas aventuras do Homem-Aranha e o segundo é ninguém menos do que o criador do Superman e do universo que rodeia o personagem. E a dupla aparece em uma fase do grupo em que a bruxa parecia estar meio que solta no futuro. A fase negra era tamanha que, pela primeira vez, uma história foi publicada com continuação na edição seguinte.

LSH039AUma das curiosidades dessa fase foi o encontro com uma versão do vilão Bizarro, que era uma versão distorcida do Superman/Superboy, mas divertia por mostrar sempre o inverso do que o personagem fazia. Em seu mundo, uma versão contrária da Terra, tão contrária que o planeta era quadrado, havia versões de outros personagens da editora DC Comics. E a Legião não poderia ficar de fora dessa, digamos, experiência bizarra. Dessa forma vemos uma versão a Legião Bizarra ser formada, mostrando suas versões patéticas. Brainiac 5, por exemplo, que é um gênio da Legião, na versão “bizarrializada” é burro a ponto de ser pateta.

Mas o pior sufoco que a Legião enfrentou estava na escolha dos novos heróis. O que antes parecia engraçado por mostrar candidatos com poderes absurdos (apesar de vermos um rapaz capaz de atrair sujeira e outro com poder fedorento, como se fosse um gambá), mostra que também pessoas mal intencionadas e dissimuladas podem conseguir entrar para o grupo.

LSH039BUma dessas péssimas aquisições foi um jovem chamado Command Kid, capaz de gerar ilusões e que deu muito trabalho para a Legião. Apesar da dor de cabeça que deu, o jovem não era inteiramente culpado pelos seus atos. Ele havia sido possuído por uma entidade alienígena e foi exorcizado no momento em que teve contato com ouro, a única fraqueza da criatura.

Logo em seguida… mais uma péssima seleção. Dynamo Boy é mal mesmo. Não precisa de entidade nenhuma pra possuí-lo. Manipulador e causador de intrigas, faz com que os Legionários se desentendam e acabem sendo expulsos um a um. Depois de TODOS os heróis originais terem sido expulsos, só sobra o jovem vilão que se declara líder.

Dynamo Boy, praticamente dono do local, precisa convocar novos integrantes para sua nova Legião. Mas só conta com os candidatos rejeitados. É quando aparece a Legião dos Supervilões e, maldade por maldade, todos se dão muito bem. O plano então é mostrar para o mundo que são a Nova Legião dos Super-Heróis de dia para praticar crimes à noite.

Superboy lidera a resistência contra o novo grupo e, juntamente com Transmutador, consegue expulsar Dynamo Boy e levar os Vilões para um asteroide que está prestes a explodir. Temendo a própria morte, a Legião dos Supervilões se entrega e os Legionários voltam a ser um grupo mais cuidadoso com os novos integrantes que virão.

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